3DS

[Cantinho do Pirralho] Magical Starsign

setembro 20, 2017



Magical Starsign foi desenvolvido pela Brownie Brown e lançado na Europa, para a DS, corria o ano de 2007.

Sequela directa de um título unicamente nipónico, Magical é um rpg que se serve do ecrã táctil da consola como forma de movimentar as personagens, atacar os inimigos e interagir com o cenário e com os npc's.

A história de Magical Starsign começa de uma forma um pouco diferente daquilo que é a norma neste género de jogos. Aqui a nossa personagem, cujo género e nome são seleccionáveis (pode ser homem ou mulher), não é despertada de um sono profundo pela mãe e atirada de cabeça para uma aventura que visa evitar a aniquilação global.

Aqui o ou a nossa protagonista faz parte de um grupo de estudantes na academia de feitiçaria conhecida como Will-O-Wisp. Para além da nossa personagem, temos então Pico, Sorbet, Chai, Mokka e Lassi. Cada qual controla um determinado elemento natural. Por exemplo, Pico manipula o fogo ao passo que Sorbet faz o mesmo em relação à água. Com a excepção da nossa personagem, na qual podemos escolher entre Light e Dark para tipo de magia a usar, o resto do grupo tem as suas habilidades previamente definidas. 



Mas retomemos a história propriamente dita. O estranho desaparecimento da sua estimada professora, a talentosa feitceira Madeline, e os rumores de que ela estaria nas mãos de uma organização criminosa liderada por um nefasto mago, o maléfico Master Kale, irá fazer com que o grupo se decida a meter as mãos ao trabalho e tentar encontrar Madeline e, como é óbvio, salvá-la se necessário. Com pouquíssimas pistas o grupo visita os diferentes planetas da via galáctica em busca da sua mentora.

Existem um total de oito planetas (Erd, Kovomaka, Cassia, Puffon, Gren, Razen, Nova e Shadra) em todo o jogo, sendo que de inicio apenas alguns serão acessíveis, via a nave espacial que o grupo usa para se movimentar de corpo celeste para corpo celeste.

Cada mundo segue um determinado tema, isto é, está conectado com um elemento específico, sendo a única excepção Kovomaka, uma vez que este é o planeta de origem do grupo. 


Erd é um planeta montanhoso e cuja população é constituída maioritariamente por uma raça de toupeiras e numerosos robots. Aqui a magia prevalente é a da terra. Razen, por exemplo, é totalmente diferente, sendo muito mais quente, devido aos seus rios de lava.

Em Razen, a população é constituída maioritariamente por anões. Como se pode imaginar, a magia chave neste local é a do fogo.

E estes são apenas dois dos oito planetas. Cada um tem as suas próprias raças, adversários e cenários. Poucos serão os inimigos e raças que veremos mais que uma vez. As únicas excepções irão incidir sobre os piratas,os anões, a polícia espacial e este ou aquele boss, que poderão estar presentes em mais de um planeta.

Magical Starsign tem portanto uma panóplia enorme de npc's. Para além dos já referidos e bastante inventivos anões, temos ainda os mal-humorados coelhos, um sábio Tengu*, uns curiosos potes sapientes, gatos e lagartixas.

Agora é tempo de falar acerca  ao mais relevante num jogo de vídeo, o  gameplay. Este assenta num tradicional turn-based, no qual atacamos ou defendemos à vez, conforme a rapidez das personagens e dos inimigos.


Os encontros com os adversários são totalmente aleatórios, mas relactivamente espaçados entre si, ocorrendo normalmente nas áreas fora das cidades. Podemos ter um máximo de seis personagens em campo, com a posição destas a poder ser escolhida pelo jogador. Normalmente, o ideal será colocar as personagens com defesa maior na frente, deixando as mais débeis fisicamente e com poder de cura, na linha atrás. Isto faz com que estas últimas estejam mais protegidas contra os ataques dos adversários.

De salientar, que a mecânica de Magical Starsign assenta na astrologia. Os sete elementos do jogo (light, dark, fire, water, earth, wind e wood) têm influência directa no combate, na medida em que se os planetas estiverem alinhados com os seus elementos naturais, a personagem com o mesmo elemento, receberá um boost considerável de poder.

No caso da light e dark, o  boost é dado através da passagem da noite para o dia e vice-versa. Os planetas movimentam-se automaticamente durante o jogo, contudo e se quisermos acelerar o mesmo, é possível usar um feitiço (disponível mais para a frente) que o faça mais rápido, a custo da nossa barra de magia.


Esta mecânica extremamente útil e que torna o combate mais estratégico e emocionante, tem um senão. Não são apenas as nossas personagens a serem afectadas, os inimigos também o são, pelo que é necessário ter cuidado, sobretudo durante a batalha com os bosses. O ecrã táctil da DS faz-se sentir bastante durante as fases de luta, com o jogador a poder fazer tap na personagem que estiver a usar, de forma a poder aumentar o ataque (Speel Strike) ou reduzir o dano sofrido (Reflex Guard).

Através do ecrã táctil é ainda possível fazer um ataque conjunto, se fizermos tap nas diferentes personagens do nosso grupo alternadamente (o que não é de todo fácil de se efectua). Cada personagem tem um ataque físico e um mágico. Este último consome a barra de magia, que é restaurada gradualmente, mas pode afectar mais que um adversário e provocar-lhe, em alguns casos, alguns status ailments (ex:adormecer, paralizar, queimar, etc.).

É possível ainda usarmos itens, que podem ser comprados nas cidades ou adquiridos nas dungeons, para atacar os inimigos, curar membros da nossas party ou aumentar as suas habilidades temporariamente. Cada personagem tem ainda numerosos itens que pode equipar. Desde armaduras, luvas e elmos, até calças, laços e anéis. Estes irão aumentar o status da personagem em questão.


No entanto, não se pense que Magical é apenas um rpg repleto de lutas. Não o é. Existe muita resolução de puzzles a ser feita se quisermos seguir em frente. E nem todos são fáceis.

Para além da campanha principal, temos o Multiplayer e o Tag Mode.

O primeiro, permite-nos ter até seis jogadores. Estes enveredam numa pequena aventura, tipo dungeon crawler (ao estilo de Zelda: Four Swords), na qual o fundamental passa por apanhar tesouros e conquistar o maior número de pontos de forma a se ganhar a contenda.

O segundo, permite a troca de itens entre jogadores. Tanto um como outro permitem o uso de itens na história principal (no caso do Tag, o uso de um a Egg character).


Magical Starsign é um jogo onde a boa disposição e o humor reinam, com as suas  cores vibrantes, batida alegre e personagens caricatas. Um dos títulos da DS mais esquecidos,de dificuldade acessível e uma verdadeira pérola que muitos nunca terão experimentado.


* Tengu é uma figura da mitologia japonesa. Um mestre com nariz comprido, à lá Pinóquio, asas e face vermelha. 




Escrito por: Ivo Silva
(podem ler muito mais sobre comics, jogos e demais temas geek no blog: http://culturaeartepop.blogspot.pt/)


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Beijinhos,
Pirralha